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Tributação autónoma com viaturas – Combustão Vs híbridos plug-ins Vs Eléctricos

Actualmente, não há uma empresa que não tenha que fazer contas relativamente à tributação autónoma quando chega a hora de comprar um carro.

A tributação autónoma foi certamente um factor que alterou o processo de tomada de decisão na hora de comprar carro. Os custos irão variar caso a opção passe pela aquisição do bem ou pela compensação do trabalhador por deslocação em viatura própria; se a opção for pela aquisição, os custos também irão variar de acordo com a opção de EV Vs Híbrido plug-in Vs Combustão normal.

Mitsubishi-Outlander-PHEV

Mitsubishi-Outlander-PHEV

Apesar do regime fiscal ser bastante mais apelativo para os EVs, a falta de opções viáveis para viagens não planeadas, faz com que na maioria dos casos a opção se faça pelos híbridos plug-in ou pelos carros de combustão normal. A escolha continua a ser determinada pelo tipo de percurso normal e pela previsão de Kms/depósito de combustível.

Em termos fiscais, um ligeiro de passageiros com um valor de aquisição acima dos 35 mil euros pagará uma tributação autónoma de 35% sobre os encargos com a viatura (depreciação, rendas, seguros, impostos, etc), enquanto que um híbrido plug-in pagará metade desse valor e um eléctrico ficará isento.

Por exemplo, uma viatura com um valor de aquisição de 40 mil euros e que se preveja fique ao serviço de uma empresa durante 5 anos e tenha um valor residual de 15 mil euros, pagará uma tributação anual relacionada com a depreciação de 1750€ se for de combustão. No entanto, se for híbrida plug-in, a aquisição dará lugar à dedução do IVA incluído na compra, cerca de 7480€.  E assim, a tributação autónoma incidirá sobre o montante da amortização sem IVA, ou seja, cerca de 711€. Ficará isenta se for eléctrica. A isto teremos que adicionar os encargos com o seguro, IUC e manutenção que também estarão sujeitos à mesma % de tributação, 35% nos carros de combustão interna e metade disso nos plug-in.

Ainda assim, existe uma outra opção que passa por ser o trabalhador a adquirir a viatura e a empresa suportar os custos com a deslocação em viatura própria. Por exemplo, uma empresa que pague a compensação a um trabalhador que faça 15 mil kms ao serviço da empresa irá gastar cerca de 5400€, e pagará uma tributação de 5%, 270€.

No caso concreto de um plug-in, e entre os 15 e os 18 mil Kms anuais, as coisas estão equilibradas em termos de cash-flows no horizonte de 5 anos, quando a empresa compara os cash-flows de aquisição Vs compensação por deslocações em carro próprio.

Comentários

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  2. […] resumo. Uma carrinha fantástica que é muito procurada pelas empresa, devido às vantagens fiscais em vigor e que não está ao alcance de […]

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  4. […] – Veja o nosso teste à Mercedes-Benz C350e – Conheça aqui a nossa opinião acerca do MINI Híbrido. – Sabe quais são as vantagens fiscais associadas à compra de um híbrido ou eléctrico? […]

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