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Decidir a compra de carro novo não é fácil. Aqui fica um modelo de decisão racional

Quando chega a hora de decidir a compra de carro, diferente pessoas valorizam diferentes características ou grupos de características. Por isso é que vemos alguns comparativos em revistas ou websites especializados e não nos identificamos de forma nenhuma com os resultados. Achamos que aquilo não tem que ver connosco.

MINI-Cooper-S-E-Countryman-ALL4-plug-in-hybrid-front-profile

MINI-Cooper-S-E-Countryman-ALL4-plug-in-hybrid

Mas os processos de decisão dos consumidores não são sempre racionais, são muitas vezes emotivos, e apesar de nem sempre conduzirem a más decisões, são no mínimo confusos ou inconsistentes. O meu objectivo é apresentar como alternativa um modelo de decisão racional que é clássico nos negócios e que pode bem servir para esta situação.

De acordo com esta alternativa, o comprador deverá, de forma sequencial, definir primeiro os critérios de decisão. Quais as características, especificações ou grupos de características que são importantes para as necessidades que espera satisfazer com a compra. Por exemplo, podemos dar mais valor à performance, ou aos consumos, à autonomia, ao espaço da mala, ao design, ao tipo de utilização (definido por um tido de carroçaria por exemplo ou  ao valor de aquisição (para viaturas dentro de uma amplitude de orçamento). Em cada uma destas categorias podemos ainda definir sub-categorias.

Mas vamos ver na prática como funciona. Imaginemos que pensamos comprar um híbrido entre os 40 e os 50 mil Euros. E que as hipóteses que pretendemos comparar é o MINI Countryman S E All4, um plug-in 4×4, na foto acima, e o Mitsubishi Outlander PHEV e a Passat GTE.

Mitsubishi-Outlander-PHEV

Mitsubishi-Outlander-PHEV

 

Volkswagen-Passat-GTE-Exterior

Volkswagen-Passat-GTE-Exterior

 

Num primeiro passo, vamos escolher os factores críticos para a nossa decisão. No nosso exemplo, escolhemos o Preço e o Valor Residual do carro, os Consumos, o tamanho da Mala, a nossa preferência de utilização (dia-a-dia, Kms em cidade, em AE, a precisar de mala ou não, a usar o 4×4, etc) e o Design.

No segundo passo, temos que decidir o ‘peso’ que cada um dos factores terá na nossa decisão. No nosso caso, atribuímos um peso considerando uma escala de 1-5. Podemos atribuir uma % a cada um dos factores.

O terceiro passo passa por avaliar cada uma das nossas opções relativamente a cada um dos factores críticos. Neste caso, usamos uma escala de 1-10. Por exemplo, a Passat têm valores a partir dos 47 mil euros enquanto no MINI os valores começam em cerca de 40 mil euros. Assim, atribuímos 9 ao MINI e 6 à Volkswagen Passat e ao Mitsubishi Outlander.

 

Escolher Carro Novo - Processo racional de decisão

Escolher Carro Novo – Processo racional de decisão

 

Como podemos ver, o total de pontuação calcula-se da seguinte forma. Multiplicamos o valor da classificação pelo peso de cada uma das características para obtermos valores parciais e depois somamos todos os valores. Assim, a pontuação total leva em conta a performance relativamente a cada uma das categorias, mas também o peso que cada categoria terá para nós.

Neste caso, os carros são todos muito semelhantes em termos de performance, com a Volkswagen a destacar-se em termos de consumos e capacidade da mala, e o MINI a destacar-se no preço de aquisição e no Design. O Mitsubishi é prejudicado pelos consumos (apesar de uma autonomia muito razoável) e pelo valor de aquisição, mas por outro lado será o carro mais bem equipado à partida, o que significa que (não nos demos a esse trabalho), em abono da verdade teríamos que equiparar os carros no equipamento antes de atribuirmos pontuações de preço de aquisição.

O que se pretendeu foi apresentar um modelo que pudesse ser usado para a escolha de carro novo. Esperamos que tenha sido útil.

Comentários

  1. […] Conheça um modelo de decisão/escolha racional para carros novos – Decidir a compra de um carro novo não é fácil […]

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