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Devo comprar um carro a gasolina ou um carro a gasóleo? Se comprar um carro a gasóleo, ele vai desvalorizar? Como tem sido ao longo do tempo?

A questão de comprar um carro a gasolina ou um carro a gasóleo sempre dividiu os compradores.
O investimento das marcas é bastante relevante para este efeito, já que a eficiência dos motores tem evoluído a ritmos diferentes e isso depende do investimento que é feito e em que tecnologia.
A Ford consegue colocar uma Mondeo carrinha com um motor 1.0 de 125 CV

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Tudo se resume a fazer as contas entre investimento e despesa mensal, sendo que um carro a gasóleo será mais caro na aquisição mas irá gastar menos numa utilização diária.
Na Netcar vai poder encontrar o carro ideal apenas escolhendo o tipo de utilização e o orçamento. Não precisa de escolher o tipo de combustível.
E esta questão sempre teve altos e baixos, isto é, ao longo dos tempos, podemos encontrar períodos de tempo em que as pessoas optavam por gasolina, depois a gasóelo e agora estão a voltar à gasolina, com as últimas notícias a darem conta de que as vendas de carros a gasolina ultrapassaram as vendas de carros a gasóleo na Europa.
A diferença entre carros a gasolina e carros a gasóleo, ao nível do custo de aquisição, sempre esteve relacionada maioritariamente com o nível de impostos de cada carro. Há 30 anos atrás, todos tinham a ideia que os carros a gasóleo eram mais caros. E eram…em média. A verdade é que não havia motores pequenos a Diesel e que fossem fiáveis. A cilindrada média de um carro a gasóleo rondaria os 1800cc enquanto que cilindrada média de um carro a gasolina rondaria os 1100cc. Mas era essencialmente por esse motivo, pois um carro a gasolina com 1800cc era um carro ‘grande’ e caro (de comprar e de manter).
Nessa altura, os construtores já davam indicações que iriam apostar nos Diesel.
O Mercedes-Benz 190 D teve grande sucesso

O Mercedes-Benz 190 D teve grande sucesso

Isto colocava os carros a gasóleo noutro patamar de preço (sempre em termos médios) e fazia com que as pessoas escolhessem um carro a gasolina se fizessem poucos Kms (e um percurso urbano) e escolhessem o gasóleo se fizessem muitos Kms por ano. As coisas dividiam-se essencialmente entre carros particulares (a gasolina) e carros ‘de trabalho’ que eram a gasóleo.
Em 1991, Jeremy Clarkson explicava os inconvenientes do Diesel, motores barulhentos poluentes e lentos e vaticinava que era provável que se mantivessem uma opção de nicho. Puro engano.
Com o decorrer do tempo, e com as apostas das marcas nos carros a gasóleo, conseguiram-se motores pequenos cada vez mais eficazes, que pagavam menos imposto e que gastavam cada vez menos também. Aí, os particulares já tinham possibilidade de comprar um carro a gasóleo com uma cilindrada de um carro a gasolina e em que a diferença ao nível dos impostos não fosse significativa. Era possível comprar um ‘Diesel’ pelo preço do carro a gasolina e com poupanças ao nível do consumo. Mesmo que a utilização os colocasse muito próximos um do outro em 5-6 anos, a questão era que o carro a gasóleo mantinha um melhor valor residual e acabava muitas vezes por ser o melhor investimento.
Entretanto, foram-se ultrapassando outros tabus. Por exemplo, recordo-me quando não havia Cabrios a gasóleo. Todos os puristas referiam o facto do gasóelo ser incompatível com o cabrio por causa do barulho do motor.
Há uns anos não havia Cabrios a Gasóleo devido ao barulho do motor

Há uns anos não havia Cabrios a Gasóleo devido ao barulho do motor

Agora, os carros a gasóleo começaram a perder interesse novamente. Por um lado, os carros a gasolina têm evoluído muito ao nível dos consumos. Por outro lado, têm surgido propostas cada vez mais válidas nos híbridos/eléctricos. Mas essencialmente, tem sido feito trabalho de sensibilização das marcas (dos governos e das cidades, já agora) a todos os níveis.  O medo de alterações legislativas no futuro, nomeadamente de algumas restrições na utilização dos carros a gasóleo em algumas cidades, bem como os benefícios fiscais introduzidos, contribui para a sensibilização ‘forçada’ do comprador.
Na minha opinião, esta tendência veio para ficar. Temos um futuro risonho na electrificação, e em princípio vender-se-ão cada vez menos carros a gasóleo. No entanto, sabemos que há marcas que poderão apostar ainda nos híbridos plug-in a gasóleo e sabemos também como estas coisas mudam de um momento para o outro ao nível da tecnologia, por isso também não vale a pena ir a correr vender o seu carro a gasóleo, com receio que ele desvalorize ou com receio de ficar barrado numa qualquer cidade europeia.
É um tema a acompanhar. Como comprador deve avaliar bem as opções, estudar o seu percurso, os consumos e o valor residual do carro no futuro. Se as diferenças totais forem negligenciáveis nesta altura, eu apostaria num híbrido.
Veja os carros híbridos/eléctricos à venda em Portugal. 

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